Mulheres no mundo da tecnologia

foto blogAmanhã é dia 8 de março, mais conhecido como Dia Internacional das  Mulheres. Foi neste dia que em 1975, ainda no Século XX, que uma série de protestos nos Estados Unidos e Europa ecoaram reivindicando melhores condições de trabalho e igualdade de direito para elas. Desde então, as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, universidades e sociedades em geral. Porém, o caminho é longo.

No ramo da tecnologia, por exemplo, elas ainda representam apenas 17% dos trabalhadores. Fica fácil de entender esta porcentagem ao entrar nas salas de cursos de TI pelo Brasil afora. Isso também pode ser explicado ao observar nas escolas o incentivo (desigual) dado a meninos e meninas nas disciplinas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A consultoria McKinsey afirmou para a revista Forbes no ano passado que equipes com diversidade possuem melhor desempenho que equipes formadas apenas por homens, além de serem financeiramente mais saudáveis.

Mesmo com todos os contra, o cenário tem mostrado melhorias. De acordo com uma pesquisa feita pelo LinkedIn, entre 2008 e 2016 o número de mulheres na liderança de equipes de tecnologia aumentou 18%. Outras funções também mostraram crescimento. A função User Experience Designer teve 67% dos cargos ocupados por mulheres.

O Olhar Digital fez um post muito legal sobre iniciativas encabeçadas por mulheres e mostramos 3 delas aqui para vocês:

O PrograMaria é uma iniciativa que, segundo elas mesmas, empodera mulheres por meio da tecnologia. Ele realiza eventos, cursos e oferece formação técnica para mulheres que querem aprender a programar. Desde a sua criação, 90 mulheres já foram formadas em 3 edições do curso Eu Programo e um Summit juntou 130 mulheres para debater o lugar delas no mundo da tecnologia.

É um grupo internacional que procura atrair mulheres para a área de TI através da linguagem de programação Python. A organização conta com 23 representantes em diversas cidades brasileiras que ministram cursos sobre a programação Python. A procura é tão grande que alguns dos cursos têm as vagas esgotadas em menos de 10 minutos. Segundo o PyLadies São Paulo o recorde foi de 40 vagas em 9 minutos.

Como falamos no começo do post, a presença das mulheres nas salas de aula da área da tecnologia não é muito grande. Só para se ter uma noção, em 2015, dos 330 integrantes dos cursos de Computação da USP, só 38 eram mulheres. Pois é. Para mudar esta realidade, Ariane Cor, Bárbara Paes e Fernanda Balbino se reuniram para criar o Minas Programam, um projeto que oferece curso de programação para mulheres e ministrados por mulheres. Segundo o grupo, tecnologia é algo utilizado em todas as áreas da vida e, por isso, deve ser cada vez mais democrático.

Gostou dos nossos exemplos? Se você for mulher e trabalha na área de tecnologia, comenta aqui, compartilha este post. Conta para a gente se você já conhecia alguma dessas iniciativas e se você conhece alguma que não falamos aqui.

 

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